Wall - E: A nova obra-prima da Pixar

A Pixar definitivamente tem a chave do sucesso. Um robozinho simpático, efeitos especiais (como sempre) maravilhosos e um tom crítico foi tudo que o estúdio - e o diretor Andrew Stanton, o mesmo de Procurando Nemo - precisou para fazer Wall-E, sua nova animação, estourar nas bilheterias e agradar público e crítica.
A história é simples: a Terra, há mais de 700 anos, está sem condições aparentes para a sobrevivência da espécie humana. Todas as pessoas que sobraram estão a bordo de uma estação espacial que as mantém em órbita até que tudo volte ao normal. Para isso, um robozinho sonhador, Wall-E, trabalha dia e noite separando o lixo acumulado do planeta. Sua vida – que até então se resume em apenas realizar sua função - muda quando ele encontra uma planta, portanto uma evidência de vida, perdida no meio das enormes pilhas de lixo. A partir desse momento, o filme esbanja cenas de aventura e ficção cientifica (com certo romantismo) no espaço, se traduzindo em momentos de diversão comparáveis aos mais celebres momentos de Star Wars.
Apesar da indiscutível qualidade e de todos os pontos positivos citados até então, o filme, até finalmente chegar às cenas de ação (depois da primeira hora), pode ser um pouco entediante para aqueles acostumados ao padrão hollywoodiano de se fazer cinema, em que a todo momento algo acontece. Quem não se importar com as poucas falas e com a falta de grandes acontecimentos da primeira metade, ficará deslumbrado com o show de imagens do filme, uma espécie de aula de animação da Pixar. A partir daí, o longa se mantém em alto nível e deve agradar a todos, culminando em um final ambientalmente correto e que pretende ensinar para as crianças sobre o dever de cuidar do planeta, abordagem esta que não compromete o resultado final e que deve agradar aos pais. Recomendado! Nota 9
Escrito por às 11h32
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