Em noite de poucas surpresas, Onde os Fracos Não Têm Vez é o grande vencedor.
Bastava ver a cara dos Irmãos Coen durante a cerimônia de entrega dos prêmios para perceber quem dominou o 80º Oscar. Não que eles aparentassem estar muitos felizes - Joel Coen parecia até desanimado -, mas sim porque não sabiam mais o que dizer depois de irem três vezes ao palco. Vencedor dos prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor (Joel & Ethan Coen), Melhor Roteiro Adaptado (Joel & Ethan Coen) e Melhor Ator Coadjuvante (Javier Bardem), Onde os Fracos Não Têm Vez confirmou o favoritismo, deixando para trás Sangue Negro que ficou apenas com os prêmios de Melhor Ator (Daniel Day-Lewis) e Melhor Fotografia, um saldo bem modesto para um filme tão grandioso.
Foi um Oscar sem grandes surpresas e, talvez por isso, sem graça. A única coisa que não estava prevista - nem por ela mesma - era a vitória de Tilda Swilton na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, por sua atuação em Conduta de Risco. Marion Cotillard, que interpretou a maior cantora francesa de todos os tempos em Piaf - Um Hino de Amor, acabou ganhando na categoria de Melhor Atriz, o que não chegou a ser inesperado, embora Julie Christie parecesse ter mais chances. Outro acontecimento importante foi a merecida vitória de Juno (e de sua roteirista Diablo Cody) na categoria de Melhor Roteiro Original.
Em resumo, nada de especial ou surpreendente aconteceu. Uma possível explicação para isso é o fato de a cerimônia ter sido planejada em cima da hora em decorrência da greve dos roteiristas. No fim das contas, o aniversário de 80 anos do Oscar foi apenas a noite de Onde Os Fracos Não Têm Vez e nada mais.
Escrito por às 17h56
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